Que utilizamos este momento como uma parada para reflexão. Reflexão que trate de dois aspectos fundamentais da natureza: a vida e o meio ambiente.
Vivemos mais uma vez no nordeste brasileiro a estação da seca. Esta já fazendo parte da vida do sertanejo desde os primórdios da descoberta do Brasil, de quando se tem notícia.
O nordestino, reconhecido como povo sofredor, é também notoriamente e mais ainda reconhecido pela fortaleza do seu espírito. A sua voz jamais é ouvida. A luta de muitos por uma melhor qualidade de vida, acaba na imensidão perdida só comparável à própria seca.
Estamos vivendo um momento ímpar na nossa comunidade. O nosso maior alento está morrendo, não mais vagarosamente, no entanto numa velocidade tão evidente que a olhos vistos denota-se claramente o seu sufrágio. Basta passar pela fonte que liga os estados de Sergipe e de Alagoas, que denota-se a visualização triste de um rio quase morto. Já é possível atravessar a pé ou de motocicleta todo o nosso grande rio da integração nacional completando de um lado ao outro o seu percurso.
O nosso Rio São Francisco está pedindo socorro. O mesmo necessita como prioridade básica ser totalmente revitalizado e respeitado. O Baixo São Francisco, que é a região que fica próxima à sua foz está triste. A salvação do povo ribeirinho é o próprio São Francisco.
Então, desta maneira, utilizamos a oportunidade democrática do nosso país e da nossa ABLV, para demonstrar como nordestino que a vozes da vida humana e da natureza estão completamente inaudíveis àqueles que têm responsabilidade, porém não silenciosas. Seus gritos agonizados e surdos de um sofrimento tão profundo, que só quem vive dioturnamente este momento é quem sabe, faz ecoar o grito seco de uma única voz, a voz do desespero.
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